A importância da divulgação da atividade parlamentar do Vereador.

Quero através deste Blog poder divulgar aos meus eleitores, e aos demais de Oliveira, das Zonas Rurais e Morro do Ferro minhas ações como Vereador e como representante dos Municípes oliveirenses à Câmara Municipal. Entendo que a atividade legislativa deve ser pautada pela coerência na vida pública alicerçada na ética e nos princípios que devem reger a administração pública. Como Vereador e remunerado com dinheiro público, devo prestar contas do meu trabalho em contra prestação à outorga da vontade popular que me elegeu com honrosos 741 votos e mais, promover a divulgação pública de minhas ações na atividade legislativa (criação de leis); fiscalizatória (do Poder Executivo - Prefeitura) e reivindicatória ( representar e pedir às necessidades de nossa Cidade). Isto, é respeito ao eleitor de Oliveira. È transparência.

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domingo, 10 de janeiro de 2010

Os danos políticos da subserviência.

OS DANOS POLÍTICOS DA SUBSERVIÊNCIA

Quem se transforma em minhoca não deve queixar-se, depois, de ser pisado.
Kant
Quem abaixa muito, a bunda aparece.
Ditado popular


Vivemos num país no qual os políticos sempre ensinaram as maestrias da canalhice. Tudo de ruim existente no Brasil provém de políticos, não do povo. São os políticos que inventaram o nepotismo, a troca de favores, o jogo de interesses, o aliciamento da consciência, a lei de Gerson, o aviltamento da ética, a corrupção e a impunidade. Aqui, além do voto de cabresto, da compra de voto dos incautos e necessitados, os políticos mantêm o voto obrigatório e “aceitam” o voto dos eleitores analfabetos, que ainda são cerca de 34 milhões de brasileiros, a maioria “beneficiada” pelo Bolsa Família nos grotões do território continental. Agem como bandidos e ainda gastam milhões em marketing político para propagar suas façanhas de Ali Babás, Robin Hoods, salvadores da pátria, heróis da decadência, carreiristas patrocinados pelos impostos públicos e oportunistas de plantão. Entra ano e sai ano, a coisa só piora. E torna-se cada vez mais difícil acabar com essa estirpe torpe de despachantes de luxo. Porque os políticos têm o poder, e o poder compra a imprensa, jornalistas, formadores de opinião, líderes comunitários, inocentes úteis, desempregados estratégicos, babacas, gente que se vende por uns reais a mais. Pior: ainda que sejam legisladores e fiscais da coisa pública, não há lei contra os políticos. A cretinice chegou a tal patamar de entorpecimento da consciência nacional que eles próprios criaram o slogan de que “a gente rouba mas faz.” Faz, sim: muito mal ao povo, à nação, à humanidade. Têm enriquecimento ilícito, aprovam benesses em causa própria, exigem para si o que o povo nunca terá e se acham o máximo. Se não usassem os eleitores como mercadoria, eis a questão – seriam eleitos? Na verdade, para que serve o político?
Para se manterem no poder, os políticos institucionalizam todo tipo de aliciamento e prática ainda que ilegal. Desde que tirem proveito da situação, o resto não interessa. Aprovam leis espúrias, se dão aumentos polpudos, negociam propinas, favorecem seus patrocinadores empresariais, querem até um Learjet exclusivo para agilizar os seus “serviços” em função do povo. Pobre povo! Ou, com o necessário realismo: cada povo tem o governo que merece.
Um dos expedientes mais usados pelos políticos, hoje, é a cultura da subserviência, que objetiva tornar todos os seus aliados vaquinhas de presépio, despersonalizados, pessoas sem caráter, prontas, em regime full time a servi-los em seus caprichos sem questionar rigorosamente nada. Porque, se alguém questiona, é imediatamente alijado do processo, perde o emprego, é submetido a processo jurídico e banido do paraíso.
Aristóteles já dizia que o homem é um animal político, logo, antes de ser político, ele é animal. E animal há que, por fraqueza de caráter, aluga o rabo. Por isso se diz que o subserviente vive de rabo preso. O animal subserviente brasileiro é aquele(a) que se anula como cidadão(ã) em razão da síndrome da desmoralização, porque engole cobras, sapos e lagartos e nada faz para se livrar do jugo. A pessoa servil é moralmente escrava de um eu autoritário cujo mando corrompe a liberdade, a alma, o caráter, o livre arbítrio, a vontade própria. Os subservientes formam a República de Vicky – cidade francesa que traiu a França, tornando-se simpatizante do ideário nazista de Hitler. A subserviência é o que alimenta a arrogância dos poderosos. Subserviente é o medroso que teme perder a unha de poder que conquistou com mão suja. É o avestruz. O bobo da corte que só diz amém. Subserviente é aquele(a) que desavergonhadamente abre mão de sua dignidade a pretexto de mentiras, promessas e favores.
A subserviência não permite que a pessoa tenha nem identidade. Porque ele(a) é aquele(a) que ri de sua própria desgraça, porque, ao se olhar no espelho, ele(a) não vê a si mesmo(a), mas o outro que manda, que explora sua personalidade frágil de cordeirinho(a) obediente. O moçambicano Mouzinho de Albuquerque faz reflexão muito oportuna para alertar os subservientes do mundo político: Nunca seja, por sua convicção, moleque político onde quer que esteja porque a política é para os que amam o povo, respeitando-o e ajudando-o a libertar-se da corrupção, da pobreza absoluta, regionalismo, tribalismo e outros males.. Só é vencido quem desiste. É que ninguém com ideias nobres é capaz de desistir. Em função disso não é pois de estranhar que alguém não notasse que essas posições situacionistas tenham já “cheirado” que há uma grande cultura da subserviência.
E para haver democracia, liberdade, autonomia, participação popular e legitimidade da representação pública, Mouzinho é categórico: É preciso deixar de lado o lambebotismo político. Outro pensador da subserviência, Lício Maciel advoga ser preciso parar de alimentar “o insaciável dragão”, caso contrário, “sem destino vagaremos como mortos-vivos em pleno século XXI”, porque “ainda, aparvalhados dançaremos a melodia que tocarem, cantaremos loas aos seus heróis de barro, saltitaremos ao estalar do chicote da besta, adoraremos falsos ídolos como na idade das trevas, e o pior, sem pejo, lamberemos os dedos.”
O filme Planeta dos macacos tem uma grande lição de vida para os subservientes: num dado momento, Charleston Heston pergunta à macaca Zira, que é psicóloga: - Como é que vocês conseguiram sobreviver à destruição da Terra e à ignorância dos homens? Ela responde: - Foi porque aprendemos a dizer não.

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